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09 março 2008

Acabou-se o que era doce

E aqui acabaram-se as minhas aventuras nipônicas.
Depois de um mes estressante onde tivemos que desenvolver um sistema, onde a única maneira que os japas encontraram de deixar essa tarefa difícil, foi nos dando metade do tempo necessário para tal.

Foi um mês corrido, mas enfim, acabou.
Acabou o sistema [e o curso].
Estou de malas prontas para retornar ao Brasil em 4 dias.
E fica a pergunta: Valeu a pena?
Responderei a pergunta de acordo com vários pontos de vista.

- Do ponto de vista profissional: SIM. O curso começou meio fraco, mas mostrou-se muito interessante, principalmente pela qualidade dos instrutores [todos analista e/ou técnicos e/ou gerentes de altíssimo nível]. Valeu principalmente pelo ultimo mês. Vi que ainda tenho muito a aprender. Poderia ter sido melhor? Poderia [sempre pode ser melhor] - mudando pouquíssimas coisas, o curso pode melhorar, e muito!

- Do ponto de vista pessoal: ABSOLUTAMENTE SIM. Os 5 meses e meio aqui me serviram para tantas coisas, que seria impossível quantifica-las, pois muito do aprendido não pode ser quantificado. Mas talvez possa ser qualificado, como uma puta experiência de vida. Com os japoneses, com uma américa latina desconhecida por nos [hermanos brasilenos]. Culturalmente falando, eu aprendi muito sobre árabes e asiáticos. Quantas racas, cores, credos, vidas.

A vida no Japão, não foi exatamente uma vida japonesa. Foi uma grande republica mundial. E, se por um lado eu bati meu recorde em consumo de whisky [Bourbon na verdade], por outro eu desintoxiquei a mente e o corpo em outros aspectos. Celular e carro, são duas pragas da vida moderna que eu simplesmente ignorei. Andei pra burro. Respirei idem. Perdi uns 5 quilos. Ganhei musculos na coxa.

Claro que em certas horas você quer pirar de saudade e solidão. Mas é tentar aguentar firme e saber que sempre existe o próximo dia. Claro que senti saudade. Claro que as vezes deu vontade de pegar o primeiro vôo, sem escalas, no entanto, sabemos que rapadura é doce, mas não é mole não. Entao se precisamos chegar ao ceu, é preciso morrer antes.


E vamo que vamos que o tempo não para.

04 janeiro 2008

Saudade

Hoje o que eu mais queria, era estar com a minha cabeca encostada na barriga de uma gravida que esta no outro lado do mundo, a milhares de milhas de distancia daqui. Tao longe.
Hoje era um otimo dia para estar de bobeira, sentindo chutes de uma astronauta que flutua na mais tranquila paz. Afinal, filha de astronauta, astronauta eh.
Tao longe.

05 dezembro 2007

Dia de faxina

Hoje eh um otimo dia pra limpar o blog. Muitos posts serao removidos por motivo de crescimento e amadurecimento.
E foda-se quem nao gostar.
=]

23 novembro 2007

Musica para os seus ouvidos

Play it man!Ele gosta de musica. Ele gosta muito de musica, pois ela (a musica) entra nele, fazendo parte da sua consciência, ligando, desligando, conectando fatos, memórias, sentimentos e ações. Ele gosta de rock e de blues por causa da guitarra, que tem que chorar. Quando ela (a guitarra) berra no seu ouvido, ele pode sentir os seus neurônios vibrarem. Ele associa musica. Por isso ama tanto, a musica. Ela, a musica, tem que fazer sentido, se não na melodia, então na letra. Ela tem que ter razão de existir para ele. Ele bebe quando esta deprimido, então ouve blues e jazz. Talvez por isso a sem graca da Norah Jones o traga paz, pois a voz encanta. Ele adora bossa nova quando esta apaixonado, pois associa as paixões loucas de Vinicius. Ele queria ser Vinicius e viver de musica e poesia – e de amores. Pois como disse o poeta: “ha menos peixinhos a nadar no mar, do que os beijinhos que darei na sua boca”.

Ele gosta dos Engenheiros do Havaii, e das suas letras sem sentido.

Ele odeia Otto e Mundo Livre SA (assim como qualquer outra pseudo-genialidade musical dos novos-cult), no entanto, acha que “meu esquema” é uma declaracão de amor perfeita, tanto quanto “por você” do Barão Vermelho, que canta o Frejat, que ele ouve o timbre de voz e o inveja. Ele queria ter a voz do Frejat.

Ele não gosta de sertanejo, pois não é sertanejo, no entanto, quando a viola do violeiro toca, ele não pode deixar de se emocionar. Ele ja gostou de pagode, numa época distante quando o pagode fazia sentido para ele. Ele gosta de sambinha, uma ou duas vezes por ano. Não lhe agrada muito o som do cavaquinho, não pelo som do cavaquinho, mas pelas associações que existem em sua mente. Na verdade, o som de cavaquinho faz sua mente entrar em parafuso, pois ela o aceita como um som digno de ser ouvido, mas ao mesmo tempo rejeita, pois ele vem de onde vem, então o conflito fica. Ele quer ser superior a tudo isso, então faz de conta que gosta, mas na verdade não gosta.

Ele queria ser roqueiro, sem causa, pois roqueiro com causa fica chato igual ao U2. Por isso não gosta mais deles, do U2, não dos roqueiros. Ele não gosta de Heavy Metal, pois aflige sua alma. é pesado demais. Ele não entende. Nem admira. Ele ignora o Heavy Metal. Mas ele ama os pais do Heavy Metal, o Led Zeppelin, mais pela atitude do que pela musica. Ele queria tocar no Led Zeppelinn durante a década de 70. Ele queria enlouquecer no circuito do rock and roll, e se fosse pra ficar famoso, que morresse de overdose antes de virar uma múmia como o Rolling Stones, que ele não gosta, nem desgosta. Mas ele admite que queria ser o Mick Comedor Jagger.

Ele não gostava dos besouros, mas hoje ele ama Beatles. Ele acha que eles fizeram pacto com o capeta, pois como uma banda que a seu ver não tem nada de mais, e ao mesmo tempo, tem de tudo um pouco?

Ele é fã de Pearl Jam. Ele fica horas ouvindo os caras de Seatle. Ele tem alma grunge. Ele é Eddie Vedder, ele é Kurt Cobain. Acha que Given to Fly eh uma das melhores musicas ja escritas e tocadas.

Ele odeia punk, por causa dos punks. Ele realmente gostaria de dar porrada em todos os punks do mundo, ao som de Sex Pistols. Ele queria arrancar todos os brincos dos punks e os deixar sangrando.

Ele nao gosta de salsa, mambo, calypso ou qualquer outro som que venha da america latina (exclui-se aqui o Brasil), a não ser pelo Reggae. Mas a Jamaica não é america latina. Então que venha o ragga, o ska, reggae. Venha pois tem festa, e reggae é muito bom. Ele acha que foi regueiro em outra vida, pois a vibe vem e fica ali se demorando e fluindo.

Ele também queria ser o Jack Jonhson, so pra ser amigo do Ben Harper, que ele não queria ser, pois ele acha que o cara é muito cabeça. Ele tem medo do Ben Harper. “Como alguém pode fazer aquelas musicas?”, ele se pergunta.

Ele gosta de Vanessa da Mata pois lhe lembra ela em especial, sempre lembrou, sem nem mesmo saber quando a associação começou. Ele gosta de Bob Dylan pois lhe lembra um lugar no velho continente. Ele gosta de Ray Charles pois lhe lembra o seu pai. Ele gosta de MPB, pois lhe lembra a sua mãe. Ele gosta de carimbo, pois lhe lembra sua cidade. Ele gosta de Cramberries, pois lhe lembra dos seus melhores amigos. Ele gosta de “Mister Jones” sem gostar. Ele realmente sorri quando ouve “your song”, versão do Billy Paul, pois se lembra do reveillon em salinas. Ele e seu irmão postiço se identificam com "Don't look back in anger" e "Bonesbank holiday" do Oasis. Ele não gosta mais de Sarah MacLacklan – lhe da náuseas. Com certeza Artic Monkeys lhe lembrara o Japão.

Ele um dia pensou que gostava de musica eletrônica, como todo mundo naquela época, mas depois descobriu que não gosta, pois não a ouve. Musica eletrônica, para ele, é a unica musica que não é trilha sonora, mas ferramenta para outros objetivos. Musica eletrônica não é o seu forte. Entretanto é a unica musica que ele realmente dança, por horas a fio. Mas não a considera musica.

Ele gosta de boa musica.

Ele gosta de não ser eclético.

Ele critica o gosto musical daqueles que não gostam do que ele gosta.

Ele é prepotente e se orgulha do seu ouvido afinado.

Ele usa musica para conquistar.

Enfim, ele vive de musica, sem usar a musica para viver.

02 novembro 2007

Feliz Aniversario atrasado

Feliz aniversario atrasado, para mim.
Que ontem fiz 1 mes de japao, e fiz 2 anos e 1 mes de BH.
Dia 2 de outubro de 2005 estava eu chegando em Belo Horizonte, capital mineira, com nenhuma bagagem nas costas, apenas algumas esperancas e a certeza que ali estava comecando a maior aventura da minha vida.
2 anos depois eu estava desembarcando no aeroporto internacional de Okinawa, para a maior aventura da minha vida de novo e o que era novo, tornou-se habito e os nao-planos tornaram-se tortos a ponto de tudo estar totalmente alinhado em uma direcao.
BH hoje vejo como uma cidade minha, como se eu tivesse nascido ali e apenas me ausentei de sua sutileza por alguns 20 e poucos anos, pois mesmo sem conhecer suas entranhas, ja conheco o seu rosto.
A Belem das velhas mangueiras, tornou-se uma amiga distante, que quando a vejo faco festa, mas nao me da prazer te-la ao meu lado todos os dias, pois seus vicios ficaram feios para mim. Como os dentes escuros de um fumante.
Ja nao me da prazer te-la na minha cama todos os dias.
De vez em quando eh divertido.
Belo Horizonte eh a loira nova e cheirosa, com sotaque diferente, que tem la as suas manias chatas, mas que ainda me encanta, com o seu perfume, o seu gosto e o seu rosto.

Mas ja nao eh aventura. Eh amor mesmo.

Nela a dois anos, fiz um caminho louco para chegar aos ceus: Primeiro estive em um purgatorio, limbo opaco e difuso, tentando por a mente em sintonia comigo mesmo. Depois desci ao inferno, em uma queda unica e aspera, que faz um barulho seco quando encontra o poco sem agua, e ensaguentado, deformado, louco, transtornado, tive a minha redencao. Acho que por isso amo tanto essa cidade. Apesar das fugas para a minha antiga amante nortista, quem sempre me acalentou de volta foi a mineira.

Agora em ventos japoneses eu penso qual sera o meu proximo destino.

Tenho certeza que estou vivendo a maior aventura da minha vida hoje, assim como vivi quando fui morar em Londres, e depois quando fui pro exercito, e depois quando fui para Utah, assim como foi sair de casa para uma cidade que eu conhecia apenas uma pessoa.

Essa sera a minha maior aventura, ate a proxima, no final de abril.

01 novembro 2007

Here comes the sun



Nada como um periodo chuvoso para que possamos apreciar o calor do sol.
Nao eh mesmo?

21 setembro 2007

Untitled

Legal isso né?

Quando todo o mundo conspira ao seu favor, você tem certeza que é capaz de conquistar o mundo todo!



Então, somente então ele entendeu, contemplando a imensidão do propósito de tudo de que fazia parte, percebendo o tamanho de sua insignificância quando comparado à todas as forças ao seu redor. Mas ao mesmo tempo, sentiu que ainda assim, fazia parte do todo, e que, por mais irrelevante fosse a sua participação, a sua fala estava escrita ali.
Tudo fazia sentido.
Todo o percurso.

01 junho 2007

Querem me presentear?

A Luana Piovanni e a Scarlett Johansson peladas na minha cama seria uma... no entanto uma maneira menos, digamos assim, fantasiosa seria me dar uma dessas edições especiais de Jack Daniel´s, que estão nesse site AQUI. Olhem as fotos e me digam: não deu agua na boca? Hoje, sexta-feira, tá um frio de uns 15 graus lá fora. Sentar numa varanda e tomar um jack, com duas pedras de gelo por favor, ouvindo Billie Holiday ou então Madeleine Peyroux. Eu juro que estou a sentir a lingua e a mucosa da boca queimar com o gosto do carvalho queimado.





02 maio 2007

O que marca você?

Eu, em uma das minhas poucas folgas que tive hoje, vi um negocinho bem interessante. Um site que gera uns icones bem bacaninhas. É o Publicon. O que eu vi lá me fez pensar: Que marcas são as suas? Que marcas você se identifica? Que marcas marcam você? Que marcas identificam você?

Bem interessante isso.

Fui perceber o quanto estamos ligados a produtos de todas as formas quando começei a ver, quais desses ícones que existiam no site, ou eu usava os produtos, ou eu me identificava.

Entre marcas de softwares, hardwares, bandas, bandeiras, cervejas, series, filmes, e mais uma porrada de coisa, eu montei a grade abaixo...

E olha... isso deu um trabalho do caralho!