E aqui acabaram-se as minhas aventuras nipônicas.
Depois de um mes estressante onde tivemos que desenvolver um sistema, onde a única maneira que os japas encontraram de deixar essa tarefa difícil, foi nos dando metade do tempo necessário para tal.
Foi um mês corrido, mas enfim, acabou.
Acabou o sistema [e o curso].
Estou de malas prontas para retornar ao Brasil em 4 dias.
E fica a pergunta: Valeu a pena?
Responderei a pergunta de acordo com vários pontos de vista.
- Do ponto de vista profissional: SIM. O curso começou meio fraco, mas mostrou-se muito interessante, principalmente pela qualidade dos instrutores [todos analista e/ou técnicos e/ou gerentes de altíssimo nível]. Valeu principalmente pelo ultimo mês. Vi que ainda tenho muito a aprender. Poderia ter sido melhor? Poderia [sempre pode ser melhor] - mudando pouquíssimas coisas, o curso pode melhorar, e muito!
- Do ponto de vista pessoal: ABSOLUTAMENTE SIM. Os 5 meses e meio aqui me serviram para tantas coisas, que seria impossível quantifica-las, pois muito do aprendido não pode ser quantificado. Mas talvez possa ser qualificado, como uma puta experiência de vida. Com os japoneses, com uma américa latina desconhecida por nos [hermanos brasilenos]. Culturalmente falando, eu aprendi muito sobre árabes e asiáticos. Quantas racas, cores, credos, vidas.
A vida no Japão, não foi exatamente uma vida japonesa. Foi uma grande republica mundial. E, se por um lado eu bati meu recorde em consumo de whisky [Bourbon na verdade], por outro eu desintoxiquei a mente e o corpo em outros aspectos. Celular e carro, são duas pragas da vida moderna que eu simplesmente ignorei. Andei pra burro. Respirei idem. Perdi uns 5 quilos. Ganhei musculos na coxa.
Claro que em certas horas você quer pirar de saudade e solidão. Mas é tentar aguentar firme e saber que sempre existe o próximo dia. Claro que senti saudade. Claro que as vezes deu vontade de pegar o primeiro vôo, sem escalas, no entanto, sabemos que rapadura é doce, mas não é mole não. Entao se precisamos chegar ao ceu, é preciso morrer antes.
E vamo que vamos que o tempo não para.