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03 abril 2008

Last One

Acabou.
Esse blog acabou.
Após as minhas aventuras nipônicas, cheguei a conclusão que perdeu a graça escrever aqui.
Não faz mais sentido.
Não que as minhas aventuras tenham acabado. Elas apenas recomeçaram.
Pra vocês terem uma ideia disso: Ao voltar do Japão, enfrentei uma viagem de 52 horas de trânsito, conheci Auckland (e quase fiquei por lá mesmo), cheguei em BH e, em uma semana, resolvi toda a minha vida para ser vivida a 2.850 km dali, em Belém do Pará. Peguei o carro e com mais um [doido] co-piloto, enchemos o carro de caixas e partimos rumo ao norte.
Para completar, daqui a 13 dias a minha filhota nasce.
Eu acho que não nasci para ter uma vida normal. É herança da família do meu pai.
Outra grande herança deles é a capacidade de deixar projetos pela metade, sem o mínimo peso na consciência.
Logo, esse blog acaba aqui.

Falous.

=]

09 março 2008

Acabou-se o que era doce

E aqui acabaram-se as minhas aventuras nipônicas.
Depois de um mes estressante onde tivemos que desenvolver um sistema, onde a única maneira que os japas encontraram de deixar essa tarefa difícil, foi nos dando metade do tempo necessário para tal.

Foi um mês corrido, mas enfim, acabou.
Acabou o sistema [e o curso].
Estou de malas prontas para retornar ao Brasil em 4 dias.
E fica a pergunta: Valeu a pena?
Responderei a pergunta de acordo com vários pontos de vista.

- Do ponto de vista profissional: SIM. O curso começou meio fraco, mas mostrou-se muito interessante, principalmente pela qualidade dos instrutores [todos analista e/ou técnicos e/ou gerentes de altíssimo nível]. Valeu principalmente pelo ultimo mês. Vi que ainda tenho muito a aprender. Poderia ter sido melhor? Poderia [sempre pode ser melhor] - mudando pouquíssimas coisas, o curso pode melhorar, e muito!

- Do ponto de vista pessoal: ABSOLUTAMENTE SIM. Os 5 meses e meio aqui me serviram para tantas coisas, que seria impossível quantifica-las, pois muito do aprendido não pode ser quantificado. Mas talvez possa ser qualificado, como uma puta experiência de vida. Com os japoneses, com uma américa latina desconhecida por nos [hermanos brasilenos]. Culturalmente falando, eu aprendi muito sobre árabes e asiáticos. Quantas racas, cores, credos, vidas.

A vida no Japão, não foi exatamente uma vida japonesa. Foi uma grande republica mundial. E, se por um lado eu bati meu recorde em consumo de whisky [Bourbon na verdade], por outro eu desintoxiquei a mente e o corpo em outros aspectos. Celular e carro, são duas pragas da vida moderna que eu simplesmente ignorei. Andei pra burro. Respirei idem. Perdi uns 5 quilos. Ganhei musculos na coxa.

Claro que em certas horas você quer pirar de saudade e solidão. Mas é tentar aguentar firme e saber que sempre existe o próximo dia. Claro que senti saudade. Claro que as vezes deu vontade de pegar o primeiro vôo, sem escalas, no entanto, sabemos que rapadura é doce, mas não é mole não. Entao se precisamos chegar ao ceu, é preciso morrer antes.


E vamo que vamos que o tempo não para.