Julho que o pariu
Já é o terceiro julho que um carro meu leva o caralho, e pior, sem a culpa ser minha.
Em 2004, na estrada saindo de Capanema (PA) indo em direção à Bragança (PA), a noite, um puta doberman aparece na frente do carro. Só deu pra segurar a direção e aguentar a porrada. Acabou com a frente do golzinho, juntamente com uma série de problemas que vieram depois, como a bobina da ventoinha do radiador ter queimado e por isso quase bater o motor do diabo do carro.
Dor de cabeça em cima de dor de cabeça. Tudo resolvido em uma semana.
Julho do ano passado, ainda tinha o Celta, quando a minha ex engaveta a porra do carro na rua Alagoas, durante um engarrafamento. Em situações que até hoje não estão bem explicadas.
10 dias sem carro.
Ontem, dia 22 de julho, saindo de uma festa na BR 040, próximo à BH. 6 da manhã e a porra do vidro totalmente embaçado, pego a direita da pista e fico tentando enxergar algo quando eu sinto a porrada. O primeiro segundo serve pra absorver o impacto e fazer com que o cérebro analise e reconheça que você acabou de levar uma porrada por trás. O segundo de número dois serve para o corpo reagir depois do processamento cerebral, que instantaneamente olha ao redor, vê quem te bateu, vê onde estás, e vê pra onde vais.
Encosto o carro a 100 metros de um posto da polícia rodoviária federal, o cara que me bateu, um Peugeot 206, encosta a logo após.
Anota a placa.
Tá todo mundo bem?
Lá vem o guarda.
Esse domingo foi foda: Multa de R$1.000,00, apreensão da carteira devido à presença de álcool além do permitido no meu organismo, possível processo penal. E olha que meu único erro foi estar no lugar errado na hora errada.
Aproximadamente 1 mês sem carro. Foda-se.



