BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
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28 outubro 2007

Qual o preco?

*Ignorem a falta de acentos... o teclado aqui nao me permite...

Fim da segunda guerra mundial e os Estados Unidos da America sai vencedor absoluto, juntamente com a Uniao Sovietica em segundo lugar nas paradas de sucesso. O resto ja sabemos como termina essa pequena fabula do bem contra o mal, dos coracoes ideologicos em olhares do Che, e toda a papagaiada que eh muito bonito na teoria, mas que na pratica nao funciona muito bem. Nessa cagada toda, o Japao eh proibido de fabricar armas. Nem mesmo para sua propria protecao, e nem precisam, pois os americanos estao aqui para protege-los. Numa posicao muito estrategica durante a guerra fria, sao instaladas bases yankees na ilha de Okinawa, que fica ao sul da ilha principal do Japao, entre o Mar Pacifico e o Mar Leste Chines, a um passo da Coreia, Vietnam, India, China e pedaco da entao Uniao Sovietica. Nisso, o Japao vive uma crise economica, com uma populacao na sua maioria rural, sem educacao de base e sem tecnologia.
Hoje o Japao, apesar da economia estagnada, ainda eh uma das mais fortes do mundo, com um sistema social perfeito, analfabetisto zero, tecnologia de ponta. Mesmo com terremotos, tufoes, guerras, ainda assim o povo japones esta aqui, a frente de tudo, andando paralelamente com o antigo.

Qual o preco de tudo isso?

Eu fico pensando se o Brasil teria condicoes de estar nessas condicoes.

Ja morei em Londres, e uns meses nos States tambem. Afirmo piamente que a sociedade japonesa esta muito a frente deles no que diz respeito a consciencia social. O todo, e nota-se isso sempre, eh muito mais importante que o EU.
Impressionante.
Mais impressionante ainda eh estar numa nacao tao desenvolvida, e ninguem fala ingles. Se falam, a pronuncia eh sofrivel. Uma coisa eh estar no meio da Republica do Congo e ninguem falar ingles, outra eh estar em pleno Japao. Em uma ilha que vivem mais de 30 mil americanos, constituindo a maior concentracao de gringos no leste asiatico.
Pois nao falam.
Impressionante tambem eh como o Japao jovem eh americano. Eu acho isso um grande paradoxo, pois apesar de nao conseguirem de jeito nenhum falar "Hot"(hoto) ou "Mac Donalds" (maco donarodo), eles comem sim mac donalds, ouvem hip hop pra caralho, se vestem com as griffes mundiais. Existe um consumo exagerado entre todos aqui. Todos sao americanizados mesmo. Quem pensa que brasileiro eh macaco de imitacao dos States, eh porque nao conhece o Japao.
Ainda assim, eh muito louco ver a cultura milenar ser filmada e fotografada por equipamentos de ultima geracao e passear entre carros que parecem saidos de scratchs das pranchetas dos designers. Observar a sua relacao com a natureza e como alguns conceitos ocidentais nao chegaram aqui ainda. Ou chegaram e ficaram: como o habito de fumar. Ou o de beber.
Enquanto, a cada dia que passa, no ocidente, o fumante eh visto como um doente, aqui eh um ser normal. Praticamente nao vejo placas de PROIBIDO FUMAR. Nem por isso fuma-se em local fechado, com ar condicionado, mas em bares e restaurantes, eh natural.
Assim como o habito de beber.

Farei um mes aqui em alguns dias, e ainda tenho mais quatro pela frente, observando, vendo, fotografando, aprendendo. Muito.

Abraco a todos.

05 agosto 2007

Radical







18 maio 2007

Aventuras de JB@Roraima Parte II

Dia 27 todos retornaram e eu continuei por lá. O Jorge Macedo chegara para fotografar e eu fiquei com ele. Até porque em Boa Vista eu estava hospedado em sua casa. Ele todo animado para sair pelas malocas e chegar até a Cachoeira da Andorinha fotografando. Como estava acompanhado por pessoas ligadas aos índios fomos lá num sábado. Os parentes estavam todos em Ajuri - toda a comunidade ajudando um dos membros, fazendo roça, casa, etc. E tomando Caxiri e Pajuarú. Eu pensei – “isto não vai prestar” - e não prestou. Conseguimos passar 5 malocas, mas quando chegamos na maloca do Makuquém, a última antes da Andorinha os parentes estavam todos no meio da estrada e mandaram levar o carro para uma casa. “Ferrou!”.

- O que vocês tão fazendo aqui? Nós vamos quebrar esse carro e vamos amarrar vocês. Desce, desce.

Cagada. Cada 10 parentes para um de nós, separados, cada um para um canto e repressão. O índio virou pro Jorge Macedo, Barrigudão:

- Tu vai beber Pajuarú, aqui bebida é de graça, não é como na tua maloca que a gente tem que pagar.

E deram para ele uma bacia plástica com uns cinco litros. Ele bebeu de uma talagada e disse: “Gostoso”.
- Tu vai beber mais uma
- Não, eu estou cheio
- Tu vai beber outra.

E ele bebeu.

- Muito obrigado.
- Tu vai beber outra maior agora.

Eu estava separado com outros e eles “bla-bla-bla”. Eu nem a aí. Mas estava ficando puto com a situação do Jorge. O motorista que é irmão de tuchaua, falou pra mim:

- Tu vai buscar água no carro para molhar barro
- Pronto, fui.
- Tu vai de novo.

Eu ficando puto. Um merreca dum índio de uns 25 anos chega para mim com um pacote de Derby e diz:
- Compra uma carteira de cigarro pra mim
- De quem este aí?
- É meu, mas tu vai comprar

Comprei.

- Agora tu vai comprar outra.
- Não. Já comprei uma.
-Tu vai comprar outra até comprar tudo.

Não prestou. Os outros lá cercados e se justificando, todo mundo bonzinho então pensei: “Vou ver o tamanho da coragem dos parentes”.

- ESCUTA AQUI SEU MERDA, SEU ÍNDIO SAFADO! QUEM TU PENSAS QUE ÉS PARA ME FALTAR COM RESPEITO? NESTA MALOCA NÃO ENSINARAM RESPEITAR PESSOAS MAIS VELHAS? QUEM VAI ME AMARRAR? QUEM VAI ME BATER? TU, TU, OU TU? VAI TE F...

Silêncio total.
Pensei: “agora o pau vai quebrar”.
Mas o silêncio continuou.

Nisso 2 tuchauas se aproximaram de mim, um de um lado, e outro do outro.

- Aqui ninguém vai lhe fazer mal, não. Fique tranqüilo.

Uma índia velha repreendeu o índio novo e eu tomei a carteira de cigarro que comprara.
Um outro grandão olhou para mim e disse:

- Pode tirar esta calça pra mim, tu vai voltar só de cueca

“É”, EU disse desabotoando o cinto:

- Eu estou hospedado lá no quartel e esta calça é do comandante, eu vou deixar ela contigo e amanhã eu volto com ele pra pegar de volta.
- Vai embora velho.

Eu olhei para ele, abotoei o cinto e disse:

-GELOU. PERDEU A CORAGEM.

Nisso o Jorge já havia comprado dos índios e fomos embora. Um parente pediu carona até o Uiramutã. um que só vivia falando no ouvido do Jorge: - Vou te amarrar, buchudão.

Chegando lá perguntaram onde ele ia ficar e ele disse

- Eu quero um rancho pra pagar a ida de vocês na maloca.

Peguei o Corneta, fiz que tirava da bainha e disse:

- Índio safado, tu agora está na minha maloca e agora eu vou te amarrar e vou te dar umas panadas de facão.

E a turma do carro:

- SEGURA O JOÃO NÃO DEIXA ELE DESCER, TRAVA AS PORTAS!!!

Claro que o parente vagabundo abriu com mais de mil, correndo.

01 abril 2007

Domingo.

Que tal pular decolar de paraglider?