BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
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30 outubro 2007

Como arranjar duas brigas sem fazer forca

Impressionante como certas coisas soh acontecem com certas pessoas. A primeira vez que sai a noite desde que estou aqui, consegui quase arranjar briga duas vezes, sem fazer forca alguma. Eu queria ter essa capacidade pra fazer dinheiro.
O primeiro foi ao querer entrar numa boate com cara de inferninho. Detalhe: nao existe seguranca, portaria ou detectores de metal. Apenas um balcao onde voce paga a entrada e entra. Nem porta fechada tem.
Eramos umas 8 pessoas, sendo que para chegar nesse balcao, entravamos numa portinha que descia. Fomos somente eu e mais um cara. Perguntamos o preco e o japinha falou: "1000 yens (~10 dolares), com direito a um drink". Eu nao sei porque cargas d'agua o cara que desceu comigo achou caro e quis barganhar mais um drink por conta da casa. Nesse vai e vem , um outro japa que estava perpendicular a gente, entra na conversa com um tom bem agressivo e um ingles sofrivel: "ten bucks and a drink! you come in! that's price, that's good!".
Discutimos um pouco entre nos dois e resolvemos subir e falar com o resto do povo que estava esperando na calcada.
Estavamos no entra-nao-entra, quando o japa esquentado aparece, ja quase gritando, dizendo pra gente entrar, que o preco estava bom. Eu fiz um sinal pra ele esperar, pois estavamos discutindo. Nisso o desgracado comeca a falar em japones, com um tom ameacador, apontando pra boate. Eu nao contei conversa e soltei em portugues mesmo: "Olha aqui caralho, eu nao tenho culpa se teu pau eh pequeno!". E a maioria do pessoal como era latino, entendeu, e comecou a rir da cara do japa.
Pra que!!!
O cara ficou puto, e comecou a gritar em japones comigo, e eu soh entendia a palavra "Okinawan", que eh quem nasceu em okinawa. Caso nao saibam, o karate foi inventado aqui na ilha (lembram de Karate Kid?).
Nessa hora que eu pensei :"Fudeu, vou apanhar".
Ai eu apelei: "Sorry man, look, we won't come in, sorry. We are going home. See ya."
Do nada o japa virou de costas, atravessou a rua e foi embora...
Se alguem entendeu algo me explique pois eu mesmo nao entendi porra nenhuma.

Acabamos entrando na boate. Meio inferninho. Eu com a camera, tirando fotos da galera, quando chega em mim um Jarhead (ou pode chamar de Mariner) americano, de quase dois metros de altura e pergunta: "voces tao tirando sarro da gente???".

!!!!!!

"Eh hoje!". Pensei.

"Sorry man, I'm brazilian, I'm not making fun of anyone. Ronaldo? Pele? Samba? Brazil man!" Apelei de novo.
Nao sei qual foi a dele na realidade. Um cara que tava conosco se meteu e ja se entrosou com o doido. Quando vi ja estava tirando foto deles.
Enfim.
Duas vezes por pouco.

12 outubro 2007

In da club








Eu estou no Japao ou estou em um club na Jamaica?

26 abril 2007

5 coisas para se fazer em Beagá antes de morrer

Eu acho que é uma grande putaria da minha parte escrever SOMENTE 5 coisas para se fazer em BH no mês do circuito de Comida di Buteco - mas regras são regras. Então tenho que pickar-up os 5 melhores lugares que, para mim, sejam os bão-demais-da-conta-sô na cidade dos bares. A ordem em que aqui são apresentados não significa que um seja melhor que o outro.


Outro detalhe é que apesar de gostar de programações culturais como teatro, alguma arte e afins, desde que me mudei para BH a um ano e meio atrás, eu não tenho feito esse tipo de programação. O meu roteiro cultural predileto aqui é bar, boteco e inferninhos.

1 - Mercado Central

Se você vier em BH e não passar pelo Mercado Central, você não veio a BH. Pronto.
Ele é uma grande feira fechada com tudo que você possa imaginar que um grande mercado tem: todas as especiarias, cachaças, queijos, artesanato, frutas, hortaliças, granja, bichos de estimação, galinhas, patos. Tem até uma loja árabe cheia de cartazes "Bush Assasino", onde a dona é uma palestina. Tem também os melhores botecos "copo-sujo" que existem: Você tem que beber em pé, apertado num balção onde existe todo tipo de gente passando, pois esses botecos ficam justamente nas saídas/entradas do mercado. Não tem como resistir, pois os "garçons", para te convencer a parar e tomar uma, ficam em cima do balcão e na hora que você passa, eles esfregam uma cerveja tirada do cu de uma foca no teu focinho. Não tem erro. Aí é parar e pedir ou um tira-gosto de fígado com jiló ou um bife acebolado fatiado e ser feliz.
Se você precisa de algo culinário e não encontrar no Mercado Central, pode ter certeza que não encontrar em lugar nenhum mais em BH.
Dica bônus: Ao passar pelo Mercado Central, dê uma esticadinha até o Mocotó do Nonô. São 3 quarteirões de distância. Peça um caldo de mocotó com ovo de codorna e uma cerveja caracú para acompanhar.

Endereço do Mercado Central: Av. Augusto de Lima, 744 · Centro.

Endereço do Mocotó do Nonô: Avenida Amazonas, 840, com entrada pela Rua Tupis.

2 - Cervejaria Stad Javer

Cervejaria Alemã muito show de bola. Recomendo ficar sentado no balcão mesmo, conversando com o Tomás, o alemão bonachão que atende lá. Até hoje eu não sei se ele é o dono do Bar, só sei que é muito bom o ambiente. Me lembra muito o meu querido pub Cosa Nostra em Belém do Pará, com a sua iluminação indireta e quente. Acho que lá só falta um jazz rolando, mas aqui em BH, bar é lugar de se beber e bater papo e não de ficar distraído ouvindo música. Se bem que no Stad javer tem um Jukerbox onde se pode escolher o som a tocar, coisa que pode ser muito incômoda caso o retardado do caipira achar de ouvir Zezé de Camargo e Luciano.
Como a casa não tem nem site, nem fotos na internet, eu tive que fazer o sacrifício de ir lá em plena quarta feira beber umas fotos e bater uns chopps bater umas fotos e beber uns chopps, e para tal contei com a gostosa companhia de minha amiga Nanda.


Dica: peça um licor/vinho alemão feito de ervas, que eu esqueci o nome, e um salsichão alemão acompanhado com pão de alho (Dilíííiça).

Endereço: Avenida do Contorno, 5771.

3 - Utópica Marcenaria

Dica para casais apaixonados ou então para fazer aquela média com a tchutchuca não papada ainda. Depois de uma noite com luz de velas, uma vista belíssima e um ambiente totalmente aconchegante, se ela não lhe der, desista.
O lugar foi ideia de umas arquitetas doidas, que resolveram montar um restaurante onde de dia funcionava uma marcenaria. Fizeram um trabalho tão bem feito que a marcenaria fechou e ficou só o restaurante, que dias de quinta vira um sambinha, sextas e sábados a programação é light, rolando principalmente bossa nova, blues e jazz. Domingo a casa pega fogo de novo com um forrozinho cheio de mineiras cheias de amor pra dar.
O atendimento é perfeito e, visualmente, a casa tem um charme único.

Endereço: Av. Raja Gabáglia, 4700.

4 - Eddie Fine Burgers


Fim de noite.
Fome.
Passe no Eddie's.
Simplesmente o melhor hamburger que eu já provei na minha vida. Rede de lanchonete mineira toda inspirada no "american way of life" dos anos 50/60. E toda estilizada a lá Coca-cola.
Eu acho a ida ao Eddie de fundamental importância para a construção de caráter do homem moderno. Pronto. Falei!

<-- O sanduba é exatamente esse aí da foto!!!

Endereço: Rua da Bahia, 2652.

5 - A Obra

Inferninho.
Eu não sei porque eu gosto tanto desse lugar, mas eu gosto. É apertado, depois das 2 da manhã você praticamente não consegue andar lá dentro. É quente e abafado. Só dá aquelas figuras alternativas que são uma panelinha desgraçada. Agarrar mulher ali é coisa quase impossível.
Mas eu gosto.


Principalmente por causa da variedade de cervejas que se pode beber ali. Você tem desde Cerpinha à Guinness. Maravilhoso isso!
Outra coisa é o som. TUDO o que toca lá é alternativo. Até mesmo numa das noites que estive lá, onde era uma noite de "samba", os caras conseguiram mandar um samba alternativo, e não estou falando de "Seu Jorge" não. É samba mesmo. Tocado em vinil. Muito doido!!!!
Adoro a casa.

Endereço: Rua Rio Grande do Norte, 1168.

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