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12 março 2008

Acabou

E aqui terminam as minhas aventuras nipônicas na terra do sol nascente.
Seis meses.
Metade de um ano.
Passou rápido e ao mesmo tempo, tive dias que levaram séculos.
Cheguei dia 02 de outubro, em pleno outono, e tava quente pra caralho.
Eu tinha uma idéia totalmente diferente de tudo que se passaria por aqui. Na verdade, eu nao tinha idéia nenhuma, mas achava que tinha.
Fiz ótimos amigos, vi culturas estranhas, subestimei [como sempre] pessoas que mais a frente viriam me surpreender, e outras nem tanto.
A experiência inter-pessoal foi fantástica.
A intra-pessoal idem.
O curso andou bem, e melhorei muito na arte da fotografia.
To ate pensando em levar isso mais a serio.
Agora eu olho pra tras e vejo otimas memórias de uma turma de crianças que fomos. Todos analistas, com seus 20 e poucos anos, se comportando como se tivessem no 2o grau.
Otimos amigos.
Lindas pessoas.
Terminei o ultimo dia sendo o orador da turma, e fazendo palhacada na frente do prefeito da cidade e dos diretores do orgao que nos trouxe. Nada menos "Iuri".
E eu to aqui, arrancando os cabelos que raspei, de ansiosidade, pois serão dois retornos: Um para o meu pais de origem, e outro para a minha cidade natal, depois de 2 anos e meio fora.
To de volta, com baterias recarregadas e cheio de idéias malinas na cabeça oca.
To de volta!

\o/


[mas antes eu vou passear um dia inteirinho em Auckland]

... Um abraço pra quem fica.

09 março 2008

Acabou-se o que era doce

E aqui acabaram-se as minhas aventuras nipônicas.
Depois de um mes estressante onde tivemos que desenvolver um sistema, onde a única maneira que os japas encontraram de deixar essa tarefa difícil, foi nos dando metade do tempo necessário para tal.

Foi um mês corrido, mas enfim, acabou.
Acabou o sistema [e o curso].
Estou de malas prontas para retornar ao Brasil em 4 dias.
E fica a pergunta: Valeu a pena?
Responderei a pergunta de acordo com vários pontos de vista.

- Do ponto de vista profissional: SIM. O curso começou meio fraco, mas mostrou-se muito interessante, principalmente pela qualidade dos instrutores [todos analista e/ou técnicos e/ou gerentes de altíssimo nível]. Valeu principalmente pelo ultimo mês. Vi que ainda tenho muito a aprender. Poderia ter sido melhor? Poderia [sempre pode ser melhor] - mudando pouquíssimas coisas, o curso pode melhorar, e muito!

- Do ponto de vista pessoal: ABSOLUTAMENTE SIM. Os 5 meses e meio aqui me serviram para tantas coisas, que seria impossível quantifica-las, pois muito do aprendido não pode ser quantificado. Mas talvez possa ser qualificado, como uma puta experiência de vida. Com os japoneses, com uma américa latina desconhecida por nos [hermanos brasilenos]. Culturalmente falando, eu aprendi muito sobre árabes e asiáticos. Quantas racas, cores, credos, vidas.

A vida no Japão, não foi exatamente uma vida japonesa. Foi uma grande republica mundial. E, se por um lado eu bati meu recorde em consumo de whisky [Bourbon na verdade], por outro eu desintoxiquei a mente e o corpo em outros aspectos. Celular e carro, são duas pragas da vida moderna que eu simplesmente ignorei. Andei pra burro. Respirei idem. Perdi uns 5 quilos. Ganhei musculos na coxa.

Claro que em certas horas você quer pirar de saudade e solidão. Mas é tentar aguentar firme e saber que sempre existe o próximo dia. Claro que senti saudade. Claro que as vezes deu vontade de pegar o primeiro vôo, sem escalas, no entanto, sabemos que rapadura é doce, mas não é mole não. Entao se precisamos chegar ao ceu, é preciso morrer antes.


E vamo que vamos que o tempo não para.

16 novembro 2007

Party, Fiesta, Festa - PARTE II

Segundo tempo das apresentacoes, e eu todo entrosado com o pessoal que faz a filmagem do evento, pois todos sao amigos meus do curso de multimidia. Na linha de frente estavam justamente os dois mais chegados - Goncalo do Uruguai e o David do Equador. E eu no meio deles vendo o processo de filmagem e fotografando.



Entao abrem-se as cortinas.
Comeca as apresentacoes das dancas tipicas.
Arabes primeiro.
Os homens ajoelhados, batendo palmas. Mas, ooops, tem uma mulher no meio dos homens??? Sim, a Saudita, que nao pode dancar. Somente para o marido dela, ou na presenca exclusiva de mulheres.
Entao dancaram as casadas, muslim eh claro, se eu nao me engano, uma do Marrocos e uma do Libano. Eu particularmente acho super bonito mulheres arabes dancando. Sao muito sensuais, mesmo sem ser danca do ventre, nota-se que o objetivo eh realmente seduzir, por mais recatada e discreta que seja. Na minha opiniao foi o 3o lugar da tarde.





Entao entraram os africanos. Muitos homens, uma unica mulher. Merito para o negao no tambor. Entao se ve de onde vem o gingado do brasileiro. Mama africa. Batuque, gritos, pulos, remeleixo, expressao corporal legal. Hum. Soh.





Que venham os chatos da Asia. Danca chata. Musica chata. Esses asiaticos sao uns chatos. Mas pra minha supresa, comeca a entrar um monte de gente no meio do salao, fantasiados. Era a danca de Okinawa. Quando eu vejo, o meu amigo de classe, do vietnam com uma peruca vermelha, de batom, igual uma velha doida! Comico.

Acabando a apresentacao dos chinas, iria comecar a danca dos latinos, entao David, que eh do equador, que iria dancara tambem, e que estava responsavel justamente pela camera em frente ao palco, olhou pra mim e soltou: "sabes operar uma dessas?" mostrando a camera profissa. Eu disse "nao", claro. Ele me responde "sempre existe uma primeira vez para tudo". Eu gelei. Eu iria filmar a apresentacao dos latinos. Mas isso significaria que nao poderia tirar fotos. Foda-se. Poe o microfone+fone, poe a bateria, testa o audio, pega uma ideia de como a coisa acontece. O Goncalo na mesa de controle me passando as coordenadas basicas "fique de 1 a 2 metros do palco e manda ver".



Abriram-se as cortinas e la vem os latinos. A partir dai tudo foi muito rapido, mas passou lentamente. Eu suava bicas, talvez pela emocao de estar gravando, ou entao pela energia que eles passaram la do palco. Foi sem sombra de duvidas a melhor de todas. Dancaram salsa, depois forro, onde a introducao do forro foi uma coisa parecida com samba (nao me pergunte como eles fizeram isso). Por ultimo uma tal de soka, que eh do caribe. Show de bola. Muito louco a cara deles, vibrando, dancando. Juro que quase me deu vontade dancar. Mas resisti bravamente.
No pictures.
Minhas pelo menos.

Missao cumprida, vamos para a ultima e mais esperada apresentacao da tarde: Os caras do Pacifico Sul. As fotos falam por si soh. Meus dois comentarios:
1. Se esse grandao me olhar assim a noite, no corredor, eu me cago todo.
2. As mulheres se transformam. Eh de uma delicadesa e de uma feminilidade a danca delas, que nao tem como nao ficar encantado.






















Palmas para eles.



30 outubro 2007

Como arranjar duas brigas sem fazer forca

Impressionante como certas coisas soh acontecem com certas pessoas. A primeira vez que sai a noite desde que estou aqui, consegui quase arranjar briga duas vezes, sem fazer forca alguma. Eu queria ter essa capacidade pra fazer dinheiro.
O primeiro foi ao querer entrar numa boate com cara de inferninho. Detalhe: nao existe seguranca, portaria ou detectores de metal. Apenas um balcao onde voce paga a entrada e entra. Nem porta fechada tem.
Eramos umas 8 pessoas, sendo que para chegar nesse balcao, entravamos numa portinha que descia. Fomos somente eu e mais um cara. Perguntamos o preco e o japinha falou: "1000 yens (~10 dolares), com direito a um drink". Eu nao sei porque cargas d'agua o cara que desceu comigo achou caro e quis barganhar mais um drink por conta da casa. Nesse vai e vem , um outro japa que estava perpendicular a gente, entra na conversa com um tom bem agressivo e um ingles sofrivel: "ten bucks and a drink! you come in! that's price, that's good!".
Discutimos um pouco entre nos dois e resolvemos subir e falar com o resto do povo que estava esperando na calcada.
Estavamos no entra-nao-entra, quando o japa esquentado aparece, ja quase gritando, dizendo pra gente entrar, que o preco estava bom. Eu fiz um sinal pra ele esperar, pois estavamos discutindo. Nisso o desgracado comeca a falar em japones, com um tom ameacador, apontando pra boate. Eu nao contei conversa e soltei em portugues mesmo: "Olha aqui caralho, eu nao tenho culpa se teu pau eh pequeno!". E a maioria do pessoal como era latino, entendeu, e comecou a rir da cara do japa.
Pra que!!!
O cara ficou puto, e comecou a gritar em japones comigo, e eu soh entendia a palavra "Okinawan", que eh quem nasceu em okinawa. Caso nao saibam, o karate foi inventado aqui na ilha (lembram de Karate Kid?).
Nessa hora que eu pensei :"Fudeu, vou apanhar".
Ai eu apelei: "Sorry man, look, we won't come in, sorry. We are going home. See ya."
Do nada o japa virou de costas, atravessou a rua e foi embora...
Se alguem entendeu algo me explique pois eu mesmo nao entendi porra nenhuma.

Acabamos entrando na boate. Meio inferninho. Eu com a camera, tirando fotos da galera, quando chega em mim um Jarhead (ou pode chamar de Mariner) americano, de quase dois metros de altura e pergunta: "voces tao tirando sarro da gente???".

!!!!!!

"Eh hoje!". Pensei.

"Sorry man, I'm brazilian, I'm not making fun of anyone. Ronaldo? Pele? Samba? Brazil man!" Apelei de novo.
Nao sei qual foi a dele na realidade. Um cara que tava conosco se meteu e ja se entrosou com o doido. Quando vi ja estava tirando foto deles.
Enfim.
Duas vezes por pouco.

20 outubro 2007

Naha Festival

Domingo, 14 de outubro de 2007, comeca em Belem do Para, o maior acontecimento popular-religioso da cidade e talvez um dos maiores do Brasil: O Cirio de Nossa Senhora de Nazare. O Natal dos paraenses, onde as promessas sao pagas em uma procissao que tem uma corda, onde os romeiros vao agarrados.
E eu do outro lado do mundo, do outro lado do equador, em Okinawa, na mesma data, fotografando pessoas tambem agarradas a uma corda, muito mais grossa, em uma celebracao local onde existe um cabo de guerra gigante.
Milhares de pessoas.
Acho que isso da umas boas fotos!

Espero que ano que vem esteja em belem fotografando o nosso Cirio!