BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

08 fevereiro 2007

E assim caminhamos

E assim caminhamos,
dia a dia, mês a mês,
encontrando e desencontrando,
nos perguntando o que é certo e o que é errado.

E assim vamos andando,
por caminhos tortuosos,
as vezes felizes,
as vezes turvos.

E na última curva ainda nos perguntamos,
porque, quando e onde?
Para que, quanto e qual?
Sempre com respostas tortas.

As musicas são as mesmas.
Os poemas são os mesmos.
As verdades idem.
O ciclo se repete.

Mas em um momento,
Em um piscar de olhos,
Em um pensar,
Em um medir,
Tudo muda.
E uma lágrima cai.

07 fevereiro 2007

Guardar, guardar, guardar...

GUARDAR

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em um cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Antonio Cícero

01 fevereiro 2007

All World is a Stage

A primeira vez que eu li esse poema foi em 1993, eu tinha 15 anos.
O cara é genial.

Se quiserem ajuda na tradução, estou as ordens.

=]

William Shakespeare - All the world's a stage (from As You Like It 2/7)

All the world's a stage,
And all the men and women merely players:
They have their exits and their entrances;
And one man in his time plays many parts,
His acts being seven ages. At first the infant,
Mewling and puking in the nurse's arms.
And then the whining school-boy, with his satchel
And shining morning face, creeping like snail
Unwillingly to school. And then the lover,
Sighing like furnace, with a woeful ballad
Made to his mistress' eyebrow. Then a soldier,
Full of strange oaths and bearded like the pard,
Jealous in honour, sudden and quick in quarrel,
Seeking the bubble reputation
Even in the cannon's mouth. And then the justice,
In fair round belly with good capon lined,
With eyes severe and beard of formal cut,
Full of wise saws and modern instances;
And so he plays his part. The sixth age shifts
Into the lean and slipper'd pantaloon,
With spectacles on nose and pouch on side,
His youthful hose, well saved, a world too wide
For his shrunk shank; and his big manly voice,
Turning again toward childish treble, pipes
And whistles in his sound. Last scene of all,
That ends this strange eventful history,
Is second childishness and mere oblivion,
Sans teeth, sans eyes, sans taste, sans everything.

25 janeiro 2007

Um jack e um carlton, por favor.

o q é meu, é meu!
o q é nosso, é nosso.
o q é vosso, é vosso.

sendo que, o que é meu, jamais poderá ser teu,
senão seria nosso.
e o que é vosso, jamais poderá ser meu.
nosso?

mas o que não é meu, nem teu, nem nosso, nem vosso?

seria deles?

Musica do dia:

Vanessa da Mata - Ainda Bem

*Nesse mundo, de tantos anos, entre tantos outros, que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões... esse encontro nós dois...