13 dezembro 2007
02 novembro 2007
Feliz Aniversario atrasado
Que ontem fiz 1 mes de japao, e fiz 2 anos e 1 mes de BH.
Dia 2 de outubro de 2005 estava eu chegando em Belo Horizonte, capital mineira, com nenhuma bagagem nas costas, apenas algumas esperancas e a certeza que ali estava comecando a maior aventura da minha vida.
2 anos depois eu estava desembarcando no aeroporto internacional de Okinawa, para a maior aventura da minha vida de novo e o que era novo, tornou-se habito e os nao-planos tornaram-se tortos a ponto de tudo estar totalmente alinhado em uma direcao.
BH hoje vejo como uma cidade minha, como se eu tivesse nascido ali e apenas me ausentei de sua sutileza por alguns 20 e poucos anos, pois mesmo sem conhecer suas entranhas, ja conheco o seu rosto.
A Belem das velhas mangueiras, tornou-se uma amiga distante, que quando a vejo faco festa, mas nao me da prazer te-la ao meu lado todos os dias, pois seus vicios ficaram feios para mim. Como os dentes escuros de um fumante.
Ja nao me da prazer te-la na minha cama todos os dias.
De vez em quando eh divertido.
Belo Horizonte eh a loira nova e cheirosa, com sotaque diferente, que tem la as suas manias chatas, mas que ainda me encanta, com o seu perfume, o seu gosto e o seu rosto.
Mas ja nao eh aventura. Eh amor mesmo.
Nela a dois anos, fiz um caminho louco para chegar aos ceus: Primeiro estive em um purgatorio, limbo opaco e difuso, tentando por a mente em sintonia comigo mesmo. Depois desci ao inferno, em uma queda unica e aspera, que faz um barulho seco quando encontra o poco sem agua, e ensaguentado, deformado, louco, transtornado, tive a minha redencao. Acho que por isso amo tanto essa cidade. Apesar das fugas para a minha antiga amante nortista, quem sempre me acalentou de volta foi a mineira.
Agora em ventos japoneses eu penso qual sera o meu proximo destino.
Tenho certeza que estou vivendo a maior aventura da minha vida hoje, assim como vivi quando fui morar em Londres, e depois quando fui pro exercito, e depois quando fui para Utah, assim como foi sair de casa para uma cidade que eu conhecia apenas uma pessoa.
Essa sera a minha maior aventura, ate a proxima, no final de abril.
16 agosto 2007
BH Home Bier II
Quarta-Feira.
Feriado.
Cara de sábado de manhã.
O que foi bom, poderia ficar melhor?
Poderia.
BH Home Bier II.
Eu estava lá para apreciar as cervejas artesanais dos mineiros, e nessa edição de mais algumas Brasil a fora. Todas feitas em casa mesmo.
Mas vamos ao que interessa: As Brejas!

Começando com um chopp claro da deliciosa Falken pra lavar o peritônio, e logo em seguida um escuro...

Decidi iniciar com uma Strunf's dos jogadores de Rugby, para dar sustância, como se diz na minha terra...

... então partir para uma Gerais, que não havia provado ainda. Gosto, textura, aroma, muito bons. Na minha humilde opinião, a segunda melhor do dia.

Para depois engatar na que para mim é a melhor: CHERNORBIER! ( eleita pelo juri popular também).
Vamos em frente que as conhecidas já estão rareando. Manda uma VMBier que estava sem rótulo, mas bebemos assim mesmo...

Pausa para um bate papo, e enquanto o Rômulo fazia inveja pra gente com suas aventuras etílicas pela Europa, abatíamos uma pequena feijoada!
O dia valeu a pena. De novo!
mais fotos aqui: http://www.flickr.com/photos/iuribier/
03 junho 2007
Expocachaça
Decididamente eu nao vou mais embora daqui. Pelo menos nao é o meu pensamento hoje, pois eu fico pensando: Quando em Belém eu iria, em menos de um mes, para uma degustaçao de cerveja artezanal e para uma feira de exposiçao de cachaça? Tudo isso a uma temperatura media de 20 graus, sem brear nem por um minuto!
Por miseros R$ 15,00 tu bebes ate ficar totalmente louco, pois sao dezenas de stands onde as cachaçarias expoe seus produtos e nos dao amostras gratis. Façam as contas: aproximadamente 30 cachaçarias x 1 dose de cachaça (levando em cosideraçao que bebas somente 1 dose por cachaçaria).
Acredito bebi que apenas umas 10 doses. Eu acho.


26 maio 2007
Hoje é dia de...
C E R V E J A
Sai de la as 15hrs bebado e feliz.







23 maio 2007
26 abril 2007
5 coisas para se fazer em Beagá antes de morrer
Eu acho que é uma grande putaria da minha parte escrever SOMENTE 5 coisas para se fazer em BH no mês do circuito de Comida di Buteco - mas regras são regras. Então tenho que pickar-up os 5 melhores lugares que, para mim, sejam os bão-demais-da-conta-sô na cidade dos bares. A ordem em que aqui são apresentados não significa que um seja melhor que o outro.
Outro detalhe é que apesar de gostar de programações culturais como teatro, alguma arte e afins, desde que me mudei para BH a um ano e meio atrás, eu não tenho feito esse tipo de programação. O meu roteiro cultural predileto aqui é bar, boteco e inferninhos.
1 - Mercado Central
Se você vier em BH e não passar pelo Mercado Central, você não veio a BH. Pronto.
Ele é uma grande feira fechada com tudo que você possa imaginar que um grande mercado tem: todas as especiarias, cachaças, queijos, artesanato, frutas, hortaliças, granja, bichos de estimação, galinhas, patos. Tem até uma loja árabe cheia de cartazes "Bush Assasino", onde a dona é uma palestina. Tem também os melhores botecos "copo-sujo" que existem: Você tem que beber em pé, apertado num balção onde existe todo tipo de gente passando, pois esses botecos ficam justamente nas saídas/entradas do mercado. Não tem como resistir, pois os "garçons", para te convencer a parar e tomar uma, ficam em cima do balcão e na hora que você passa, eles esfregam uma cerveja tirada do cu de uma foca no teu focinho. Não tem erro. Aí é parar e pedir ou um tira-gosto de fígado com jiló ou um bife acebolado fatiado e ser feliz.

Se você precisa de algo culinário e não encontrar no Mercado Central, pode ter certeza que não encontrar em lugar nenhum mais em BH.

Dica bônus: Ao passar pelo Mercado Central, dê uma esticadinha até o Mocotó do Nonô. São 3 quarteirões de distância. Peça um caldo de mocotó com ovo de codorna e uma cerveja caracú para acompanhar.
Endereço do Mercado Central: Av. Augusto de Lima, 744 · Centro.
Endereço do Mocotó do Nonô: Avenida Amazonas, 840, com entrada pela Rua Tupis.
2 - Cervejaria Stad Javer
Cervejaria Alemã muito show de bola. Recomendo ficar sentado no balcão mesmo, conversando com o Tomás, o alemão bonachão que atende lá. Até hoje eu não sei se ele é o dono do Bar, só sei que é muito bom o ambiente. Me lembra muito o meu querido pub Cosa Nostra em Belém do Pará, com a sua iluminação indireta e quente. Acho que lá só falta um jazz rolando, mas aqui em BH, bar é lugar de se beber e bater papo e não de ficar distraído ouvindo música. Se bem que no Stad javer tem um Jukerbox onde se pode escolher o som a tocar, coisa que pode ser muito incômoda caso o retardado do caipira achar de ouvir Zezé de Camargo e Luciano.Como a casa não tem nem site, nem fotos na internet, eu tive que fazer o sacrifício de ir lá em plena quarta feira
chopps, e para tal contei com a gostosa companhia de minha amiga Nanda.

Dica: peça um licor/vinho alemão feito de ervas, que eu esqueci o nome, e um salsichão alemão acompanhado com pão de alho (Dilíííiça).
Endereço: Avenida do Contorno, 5771.
3 - Utópica Marcenaria
Dica para casais apaixonados ou então para fazer aquela média com a tchutchuca não papada ainda. Depois de uma noite com luz de velas, uma vista belíssima e um ambiente totalmente aconchegante, se ela não lhe der, desista.

O lugar foi ideia de umas arquitetas doidas, que resolveram montar um restaurante onde de dia funcionava uma marcenaria. Fizeram um trabalho tão bem feito que a
marcenaria fechou e ficou só o restaurante, que dias de quinta vira um sambinha, sextas e sábados a programação é light, rolando principalmente bossa nova, blues e jazz. Domingo a casa pega fogo de novo com um forrozinho cheio de mineiras cheias de amor pra dar.O atendimento é perfeito e, visualmente, a casa tem um charme único.
Endereço: Av. Raja Gabáglia, 4700.
4 - Eddie Fine Burgers

Fim de noite.
Fome.
Passe no Eddie's.
Simplesmente o melhor hamburger que eu já provei na minha vida. Rede de lanchonete mineira toda inspirada no "american way of life" dos anos 50/60. E toda estilizada a lá Coca-cola.
Eu acho a ida ao Eddie de fundamental importância para a construção de caráter do homem moderno. Pronto. Falei!
<-- O sanduba é exatamente esse aí da foto!!!
Endereço: Rua da Bahia, 2652.
5 - A Obra
Inferninho.
Eu não sei porque eu gosto tanto desse lugar, mas eu gosto. É apertado, depois das 2 da manhã você praticamente não consegue andar lá dentro. É quente e abafado. Só dá aquelas figuras alternativas que são uma panelinha desgraçada. Agarrar mulher ali é coisa quase impossível.
Mas eu gosto.



Principalmente por causa da variedade de cervejas que se pode beber ali. Você tem desde Cerpinha à Guinness. Maravilhoso isso!
Outra coisa é o som. TUDO o que toca lá é alternativo. Até mesmo numa das noites que estive lá, onde era uma noite de "samba", os caras conseguiram mandar um samba alternativo, e não estou falando de "Seu Jorge" não. É samba mesmo. Tocado em vinil. Muito doido!!!!
Adoro a casa.
Endereço: Rua Rio Grande do Norte, 1168.
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